Os parques estaduais urbanos passarão a integrar o Programa Muralha Paulista, iniciativa do Governo de SP voltada ao fortalecimento das ações de segurança pública por intermédio da integração de sistemas de monitoramento, compartilhamento de informações e uso de tecnologias inteligentes.
A primeira unidade contemplada será o Parque Bruno Covas, na capital, que receberá 22 câmeras inteligentes distribuídas em 19 pontos estratégicos definidos a começar de estudos técnicos. A previsão é que a implantação seja concluída em até 60 dias depois de a assinatura do contrato.
Os equipamentos serão integrados à infraestrutura tecnológica do Programa, permitindo o compartilhamento de imagens, alertas e informações de interesse da segurança pública. Com tecnologia de monitoramento móvel e recursos avançados de análise de imagens, as câmeras ampliarão a capacidade de vigilância territorial do parque, acompanhando fluxos de circulação e permitindo o monitoramento dinâmico de regiões consideradas mais sensíveis.
A Secretaria de Segurança também disponibilizará dois drones para uso em ações de fiscalização ambiental. Os equipamentos serão empregados no monitoramento de parques estaduais e regiões sujeitas a ocorrências de desmatamento, ampliando a capacidade operacional das equipes em campo.
Próximas etapas
Os próximos projetos serão desenvolvidos individualmente, a começar de levantamentos técnicos que irão considerar as características e necessidades operacionais de cada unidade.
A segunda fase contemplará estudos para implantação do sistema em outros parques estaduais, como o Jequitibá, em Cotia (limite com Osasco e Capital).
Nessas unidades, a Secretaria de Meio Ambiente será responsável através da infraestrutura necessária para operação do sistema, incluindo energia elétrica, conectividade e fibra óptica quando necessário. A elaboração dos projetos técnicos fica prevista para ocorrer em até 120 dias depois de a assinatura do contrato.
Muralha Paulista
Opera câmeras interligadas, distribuídas entre leitores de placas, equipamentos de reconhecimento facial e dispositivos de monitoramento ao vivo. A rede integra câmeras e sensores de órgãos públicos e privados a bases de dados e informações de localização, ampliando a capacidade de análise e resposta das forças policiais, operacionais e especializadas.
As câmeras cruzam informações com o Banco Nacional de Mandados de Prisão e utilizam reconhecimento facial para reconhecer de forma automática foragidos da Justiça. Também contribuem para monitorar e auxiliar a organizar o trânsito, localizar pessoas desaparecidas e veículos roubados ou roubados por intermédio da leitura e análise de placas.
A tecnologia restringe rotas de fuga, dificulta a movimentação dos bandidos e aumenta a capacidade de resposta das forças de segurança. Uma vez reconhecidos e detidos, os autores têm reduzida a possibilidade de reincidência nesses tipos de crimes.
Fonte: Jornalcotiaagora

