Existe 10 anos que uma novela se desenrola na linha férrea que corta Caucaia do Alto, administrada através do Grupo Rumo (antiga ALL).
A passagem perto da estação de trem de Caucaia é motivo de descontentamento dos cidadãos da área e o Jornal Cotia Agora vem desde a época acompanhando o drama de moradores que precisam cruzar a linha férrea.
No local, existe o cruzamento onde os trens passam e no decorrer dos anos, as reclamações foram da falta de segurança, inclusive, atropelamentos encerraram registrados, como o caso de um comerciante que não esperou o trem parado na estação e no momento em que passou entre vagões, a composição saiu. Ele teve parte do pé amputado.
Na época, antes da duplicação da ferrovia, o trem, com dezenas de vagões, ficava parado por muito tempo, o que irritava moradores que tentavam atravessar de carro, moto ou a pé. Havia relatos de espera por muitas horas.
A solução para o caso seria uma passagem em um tipo de túnel por baixo da ferrovia. A empresa e prefeitura chegaram a fazer um acordo, onde a gestão faria a desapropriação do entorno e o Rumo (ALL) cuidaria da obra.
O Decreto de desapropriação engloba quatro regiões, sendo uma de 1.732,581 m² (de Takao Nishikawa); outra de 4.557,781 m² (de Yoshio Umehara), a terceira sendo de 1.250,388 m², pertencente à Névio Terzi e a última, de 2.061,813 m², de Cláudio A. Pires e espólio de Ricardo José Oltra Carbonell.
Relembre o caso
O caso é antigo e em 2011 houve uma reunião entre representantes da sociedade de Cotia e membros da ALL para exigir soluções da empresa. Na época, foram registrados acidentes por motivo da parada dos trens e a imprudência de alguns moradores, que cansados de esperar a saída da composição, acabavam passando por debaixo ou entre os vagões e acidentes encerraram ocorrendo. Vale a pena relembrar que algumas composições chegavam a ficar mais de três horas paradas, impedindo a passagem até de ambulâncias e carros de emergência.
Depois de diversas reuniões entre as partes, ficou combinado que a ALL faria uma passagem em desnível para que veículos e pedestres pudessem passar por debaixo da ferrovia. A ALL se comprometeu a fazer a obra desde que a prefeitura cuidasse dos processos de desapropriações do entorno. A previsão era de que a obra seria feita junto com a duplicação da ferrovia, que já ocorreu, mas, a passagem em desnível não.
No mês de fevereiro de 2015 o Jornal Cotia Agora postou uma reportagem sobre o assunto e a Prefeitura de Cotia falou em nota que o problema era falta de dinheiro para as desapropriações do entorno. Já a ALL, jogava a responsabilidade na Prefeitura justamente através do atraso em ceder a área.
Novidades em 2025
O Jornal Cotia Agora esteve no local em Caucaia do Alto na quinta-feira (2). Soubemos por uma fonte que contou com exclusividade que um projeto foi apresentado através do Grupo Rumo à prefeitura recentemente para solucionar o caso, depois de reuniões entre as partes.
Nossa reportagem entrou em contato com o Grupo Rumo, que explicou como será a obra, ainda em 2025:
“Sobre as obras que serão realizadas em Cotia, na área de Caucaia do Alto, com o objetivo de eliminar os conflitos urbanos envolvendo a linha férrea, será construído um viaduto rodoviário que ligará a Rua Escolástica Vaz Godinho à Rua José Espinosa Lopes, a aproxamadamente 800 metros da Estação Caucaia. Além de tudo, na atual passagem em nível da Rua da Estação, será implantada uma passarela de pedestres, que permitirá a vedação do local.
Com essas intervenções, a mobilidade e a segurança de motoristas e pedestres serão significativamente aprimoradas, resolvendo um problema histórico da área. O investimento total será de aproximadamente R$ 25 milhões, com começo das obras previsto para o final do primeiro semestre de 2025″.
Fonte: Jornalcotiaagora

